Responsabilidade individual no desenvolvimento da carreira
- Breno Farias

- 19 de jan.
- 2 min de leitura
Crescimento não é concessão da empresa. É construção pessoal, então, não terceirize isso!

Existe uma narrativa confortável que atravessa muitos ambientes corporativos: a ideia de que, se você fizer tudo certo, o reconhecimento virá no tempo “natural” da empresa.
Nem sempre vem. E fingir que vem é desonesto.
Nenhuma empresa cresce alguém. O que a empresa faz é abrir ou fechar portas. Quem constrói repertório, preparo e maturidade para atravessá-las é a própria pessoa.
Mas aqui entra um ponto fundamental: o tempo da pessoa não é, necessariamente, o tempo da empresa. Nem o tempo do gestor, nem o tempo do sistema. E isso precisa ser dito.
Muitos profissionais fazem tudo o que está ao alcance: entregam, aprendem, se posicionam, se desenvolvem. Ainda assim, permanecem invisíveis. Não por falta de competência, mas porque meritocracia não é uma prática abundante em muitos espaços.
Isso não invalida a responsabilidade individual. Mas muda o tom da conversa.
Responsabilidade individual não é acreditar que esforço garante retorno. É entender que o esforço te prepara, mesmo quando o reconhecimento não vem onde você está.
Crescimento profissional começa quando a pessoa decide agir diferente antes da validação formal.
Mas maturidade profissional começa quando ela entende que isso não cria obrigação automática de recompensa por parte da empresa. É no cotidiano que a construção acontece:
Quando você desenvolve habilidades que ainda não foram exigidas;
Quando aprimora sua comunicação mesmo sem feedback estruturado;
Quando se prepara para níveis de responsabilidade que talvez não se abram ali.
A gente tá falando de autonomia.

Esperar que a empresa conduza sua carreira é terceirizar decisões importantes demais. Mas acreditar que a empresa será justa, no tempo certo, em todos os contextos, também é uma armadilha.
Responsabilidade individual inclui, inclusive, saber a hora de perguntar:
“Este espaço comporta quem eu estou me tornando?”
Nem todo lugar reconhece crescimento. Mas todo crescimento reconhecido começa com alguém que se construiu antes. No fim, a pergunta mais honesta não é: “Por que ainda não me promoveram?"
É: “O que eu estou construindo hoje e este lugar tem espaço para isso?”








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